TEA - PSIQUIATRIA

Esquizofrenia: um transtorno sério, tratável e muito mal compreendido

A esquizofrenia afeta a forma como a pessoa pensa, percebe a realidade e se relaciona com o mundo. Com avaliação especializada e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e manter qualidade de vida.

Sobre essa condição

O QUE É ESQUIZOFRENIA

A esquizofrenia é uma condição de saúde mental grave e crônica que altera a forma como a pessoa pensa, sente e se comporta. Seus sintomas se dividem em três grupos: positivos (alucinações e delírios), negativos (apatia, isolamento, redução da expressão emocional) e cognitivos (dificuldades de atenção, memória e função executiva).

 

O transtorno tem base neurobiológica e genética. Alterações no córtex pré-frontal e no hipocampo, além de desequilíbrios nos neurotransmissores dopamina e glutamato, estão entre os mecanismos mais estudados. Fatores ambientais como trauma na infância e complicações no nascimento também contribuem para o seu desenvolvimento.

80 milhões

de pessoas são afetadas no mundo, sendo uma das principais causas de incapacidade global

1,6 milhões

de brasileiros vivem com esquizofrenia, segundo estimativas nacionais

80% do risco

de desenvolver esquizofrenia pode ser atribuído a fatores genéticos

SINTOMAS

Conheça os sintomas

Alucinações auditivas: ouvir vozes que outras pessoas não ouvem
Delírios: crenças firmes e falsas, como sentir-se perseguido ou ter poderes especiais
Pensamento desorganizado: discurso incoerente ou difícil de acompanhar
Comportamento motor desorganizado ou agitação sem propósito aparente
Apatia e falta de motivação para realizar atividades do dia a dia
Anedonia: incapacidade de sentir prazer em coisas que antes eram agradáveis
Isolamento social e afastamento progressivo de pessoas próximas
Redução da expressão emocional: pouca variação no tom de voz e nas expressões faciais
Dificuldade de concentração e manutenção da atenção
Comprometimento da memória de trabalho
Dificuldade em planejar, organizar e tomar decisões
Percepção alterada da realidade, com dificuldade em distinguir o que é real

NOSSA ABORDAGEM

como funciona
nosso acompanhamento

01

Entrevista clínica estruturada

Conversa detalhada sobre os sintomas atuais, quando surgiram, como evoluíram e de que forma afetam o funcionamento cotidiano, os relacionamentos e o autocuidado.

02

Escalas padronizadas

Aplicação das escalas SAPS e SANS para medir a gravidade dos sintomas positivos e negativos e acompanhar a evolução do quadro ao longo do tratamento.

03

Avaliação de comorbidades

A esquizofrenia frequentemente coexiste com depressão, ansiedade e abuso de substâncias. Identificar essas condições é parte essencial da avaliação.

04

Histórico médico e familiar

Antecedentes pessoais, histórico de episódios anteriores e presença de outros transtornos psiquiátricos na família são considerados na composição do diagnóstico.

05

Plano de tratamento

Com base na avaliação completa, o psiquiatra define as intervenções mais adequadas: medicação antipsicótica, psicoterapia, psicoeducação ou uma combinação de abordagens.

=

Nosso foco

A esquizofrenia tem tratamento. O objetivo não é apenas controlar os sintomas, mas ajudar a pessoa a recuperar autonomia e qualidade de vida.

DÚVIDAS

Perguntas frequentes

Esquizofrenia significa ter personalidade dupla?
Não. Esse é um dos equívocos mais comuns sobre o transtorno. A esquizofrenia não envolve múltiplas personalidades. Ela é caracterizada por alterações na percepção da realidade, como alucinações e delírios, além de sintomas que afetam a motivação, a expressão emocional e o funcionamento cognitivo.
Pessoas com esquizofrenia são violentas?
Não. A associação entre esquizofrenia e violência é um estigma sem respaldo científico. A grande maioria das pessoas com esquizofrenia não representa risco para os outros. Na verdade, elas têm mais probabilidade de ser vítimas de violência do que de praticá-la.
A esquizofrenia tem cura?
A esquizofrenia é uma condição crônica, mas com tratamento adequado muitas pessoas alcançam remissão dos sintomas e mantêm uma vida funcional. O acompanhamento contínuo com o psiquiatra é fundamental para prevenir recaídas e ajustar o tratamento ao longo do tempo.
O tratamento com antipsicóticos é seguro?
Sim, quando feito com acompanhamento médico. Os antipsicóticos de segunda geração disponíveis atualmente têm perfil de segurança melhor do que as gerações anteriores. O psiquiatra monitora regularmente os efeitos da medicação e faz ajustes conforme necessário.
Familiar próximo pode desenvolver esquizofrenia também?
Ter um parente de primeiro grau com esquizofrenia aumenta o risco de desenvolver o transtorno. No entanto, isso não significa que o desenvolvimento é inevitável. Fatores ambientais e de proteção também influenciam significativamente o risco.