TEA - PSIQUIATRIA

Quando a dificuldade de concentrar não é falta de esforço.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma condição neurobiológica que afeta a atenção, o controle dos impulsos e a regulação do comportamento. Com avaliação adequada, é possível entender o que está acontecendo e definir o melhor caminho de tratamento.

O que é o TDAH?

ENTENDENDO O TRANSTORNO

O TDAH é um dos transtornos do neurodesenvolvimento mais comuns. Ele se caracteriza por um padrão persistente de desatenção, hiperatividade ou impulsividade que interfere no funcionamento cotidiano. Os sintomas costumam aparecer na infância, mas muitas pessoas chegam à vida adulta sem diagnóstico.

 

O transtorno tem base neurobiológica. Alterações no córtex pré-frontal e desequilíbrios nos neurotransmissores dopamina e norepinefrina estão entre os mecanismos mais estudados. Há também um componente genético significativo: estudos indicam heritabilidade de até 80%.

7%

das crianças em idade escolar apresentam TDAH em todo o mundo

80%

da variabilidade nos sintomas pode ser explicada por fatores genéticos

3 tipos

Desatento, Hiperativo-Impulsivo e Combinado, de acordo com os sintomas predominantese.

SINTOMAS

Isso parece familiar?

Dificuldade em manter atenção em tarefas por períodos prolongados
Erros frequentes por falta de atenção aos detalhes
Esquecimento de compromissos e atividades cotidianas
Facilidade em se distrair com estímulos externos
Inquietação física: bater os pés, tamborilar os dedos, mexer-se constantemente
Dificuldade em permanecer sentado em situações em que isso é esperado
Fala excessiva e interrupção de conversas
Responder antes de a pergunta ser concluída
Dificuldade em esperar a vez em situações sociais
Impulsividade em decisões cotidianas sem considerar consequências
Dificuldade em organizar tarefas e gerenciar o tempo
Oscilação entre desatenção em atividades rotineiras e hiperfoco em temas de interesse

NOSSA ABORDAGEM

Uma avaliação que vai
além do óbvio

01

Entrevista clínica estruturada

Conversa detalhada sobre os sintomas atuais, quando surgiram, com que frequência ocorrem e como afetam o dia a dia em casa, no trabalho ou nos estudos.

02

Escalas padronizadas

Uso de instrumentos validados como a Escala de Conners e o SNAP-IV para medir a gravidade dos sintomas e apoiar o raciocínio diagnóstico.

03

Avaliação de comorbidades

O TDAH frequentemente coexiste com ansiedade, depressão e transtornos de aprendizado. Identificar essas condições é parte essencial da avaliação.

04

Histórico médico e familiar

Antecedentes pessoais e familiares, incluindo histórico de outros transtornos psiquiátricos, são considerados na composição do diagnóstico.

05

Plano de tratamento

Com base em tudo que foi avaliado, o psiquiatra indica as intervenções mais adequadas: medicação, psicoterapia ou uma combinação de abordagens.

=

Nosso foco

Não buscamos um rótulo. Buscamos entender como essa pessoa funciona e o que vai fazer diferença na vida dela.

DÚVIDAS

Perguntas frequentes?

TDAH é só coisa de criança?
Não. O TDAH pode persistir na adolescência e na vida adulta. Muitas pessoas recebem o diagnóstico pela primeira vez na fase adulta, às vezes depois que um filho é diagnosticado e reconhecem os mesmos sintomas em si mesmas.
Como saber se é TDAH ou só distração normal?
A diferença está na frequência, intensidade e impacto funcional. No TDAH, os sintomas são persistentes, aparecem em mais de um contexto (casa, trabalho, escola) e causam prejuízo real na vida cotidiana. Uma avaliação psiquiátrica é o caminho para essa diferenciação.
O diagnóstico exige exames de imagem ou neurológicos?
Em geral, não. O diagnóstico do TDAH é clínico, baseado em entrevista, histórico e escalas padronizadas. Exames complementares podem ser solicitados em casos específicos para descartar outras causas.
Quem tem TDAH precisa tomar medicação para sempre?
Não necessariamente. O plano de tratamento é individualizado. Alguns pacientes usam medicação por períodos específicos, outros combinam com psicoterapia, e há casos em que intervenções comportamentais são suficientes. O acompanhamento regular com o psiquiatra permite ajustar o tratamento conforme a resposta.
O TDAH interfere no trabalho e nos relacionamentos?
Sim. A desatenção, a impulsividade e as dificuldades de organização podem afetar o desempenho profissional e a qualidade das relações interpessoais. Com diagnóstico e tratamento adequados, esses impactos podem ser reduzidos de forma significativa.